passo a passo

 
 
A conversa, não obstante o aparente desequilíbrio dos pratos da balança, promete ser interessante. Ele parece ser um rapaz a oscilar entre o arrojo das coisas por inventar e a segurança que lhe é facultada pelos valores tradicionais.

Não me compete - tenho consciência disso - apressar qualquer decisão, ou suscitar uma escolha que o encaminhe para uma das extremidades do diâmetro que, por enquanto, vai sendo o seu porto de abrigo. Não seria correcto e, para além disso, transmitir-lhe-ia uma visão distorcida da minha própria maneira de ser.

Talvez seja preferível deixar que o tempo cumpra o seu papel. Tal como sempre acaba por acontecer!...


Olá Junnuz!...

É bem possível que o retrato que pintei de mim te tenha parecido demasiado semelhante aos que costumam caracterizar as noites e os faustos de uma Veneza que se metamorfoseia nas encruzilhadas do seu carnaval. É bem possível!...

O que tive a sensação de descortinar em ti - não tenho por que não o reconhecer - fez despertar o meu interesse pela diferença, não pelo desconhecido. Penso não ser um tiro no escuro, mas não garanto que não venha a apaixonar-me por ti. O que sei é que jamais te debitaria a responsabilidade se tal viesse a acontecer.

Não quero, contudo, poder apaixonar-me por uma visão vagamente surrealista que me afaste da realidade por onde caminho. Não que este caminho seja apetecível ou mesmo desejável, mas, sobretudo, por recear que ele me leve até à vulgaridade que me esforço por evitar.

Então, a ser assim, por que não um até logo?!...

driftin’
 

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