Pés para Fora

Pés para fora: começa esta jornada particular

Ele disse que pode me amar, só pode ser um louco, ou um tolo em pensar que tal grandiosidade é algo cabível a esta minha pobre alma! Esta pessoa deve ser uma aberração de sentimentos e solidão, mas por que o vejo tão belo? Apesar de o meu lado racional dizer-me que este caminho é muito escuro e propício à armadilhas, algo me diz, bem no fundo do meu eu, que eu devo arriscar, mesmo que eu corra o risco de magoar-me, ou pior, de magoá-lo.

Pouco ele me diz dele mesmo, mesmo assim tenho por mim grandes certezas, mas e como fica o Getúlio? Já estou cansado de saber que não sei nem o que pensar, mas eu sei que o que sei e o que sei está bem claro em minha mente.

Sim! Vou continuar minha jornada neste mundo de cá, ao menos por enquanto.

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Olá Driftin’

Poderia eu dizer-te de todos os meus carnavais, pois são de fato esplendorosamente bonitos, ou melhor, são entorpecentemente encantadores, creio contudo, não ser este ou qualquer outro destes, bons momentos para compartilha-los contigo. Por isso, reservo-os para uma noite enluarada e sonorizada com cantigas regionais.

Antes confundira-me tanto que pensei estar dementando, ou no mínimo devaneando histórias e personagens de livros, como em outrora aconteceu. Pois cá estou, minha alma aberta e meu coração aflito, tenho dúvidas, temo o mundo e o temo também. Nada me leva a um agouro de ti seu eu esquecer que há algo em mim que me faz crer em ti sem ao menos saber qual é a tua cor preferida.

Talvez seja apenas um momento para eu dizer um adeus ao desconhecido, mas o meu passado continuará sempre ao meu encalço, mas e você, suportaria? Suportar-me-ia e suportaria os meus pesadelos? Eu disse, não é para se apaixonar por mim, meu gosto é velho e ranço, mesmo ainda eu contando com apenas 15 primaveras.

Aguardo-te! Mas, dessa vez espero mais do que flores em palavras! Surpreenda-me com um sussurro de cotidiano. Cansa-me ver que o novo é sempre aquilo que os trouxas crêem ser a refutação de modelos, mesmo que nem todos os modelos sejam feitos para serem seguidos, alguns deles, ainda, deviam ser pensados, refletidos.

Sem dúvida iludo-me pensando ser tu capaz de me provar algo, já desisti de fazer com que me entendam e, com isso, não mais tenho com o que sonhar frente aos homens, pois, depois dele (que me deixou) não tenho em o que mais acreditar.

Um abraço, se é que aceitaria um
Junnuz

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