A chave

Ele escreveu! Sim! Ele vivo está! Surpreendo-me como tais palavras trouxeram certo tom rubro ao meu rosto. Mas qual será a cor dos olhos deste devaneio? Será que combinam com os meus? Não entendo como são tão pesadas tais palavras, mas são tão doces e aconchegantes também...

Preciso responder, mas o que dizer? O que dizer para esta corrente fluida e turva de águas inconstantes? Dessa vez, porém, ele prometera algo, devo eu confiar no senhor dos ventos? Devo eu confiar nos meus sentido e desejos? Quantas perguntas... meu Deus, devo ficar louco em breve!

Mas, se ele chegou no meu castelo, deve ter sentido o perfume dos meus gestos. E se sonhos rodam as noites deste rapaz, quem sabe não possa um dia tomar um chá comigo? Sim! Eu sei o que escrever agora! Sobre a vida, é obvio! Mas, sobretudo escreverei sobre os sonhos, com uma pitada de provocação!

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Driftin’

Devo dizer que tenho a resposta para o teu enigma, ou melhor, eu tenho a resposta daquilo que não foi, mas, mesmo assim, não conseguiria nem em mil anos escrever aquilo que teria sido. Por outro lado, os caminhos por nós escolhidos e percorridos nem sempre são feitos com os melhores sapatos, portanto, se já é difícil entender os desencontros nessa vida, imagine então os encontros inusitados.

É meio anárquico, eu sei! (pois assim de fato é). Mas se por um segundo você acreditar que nem sempre o convencional é o habitável para seres como nós, talvez você consiga entender o que aconteceu.

Vou tentar ser mais claro: você ainda não subiu à torre mais alta do meu castelo, tampouco conseguiu ultrapassar a porta principal. Porém, não há neste castelo travas, porteiros, dragões, feiticeiros ou qualquer ser mitológico.

Se prestar atenção, o silêncio da noite te dará a resposta, pois está tudo entre as tuas próprias paredes. E então você se perguntará se valeria perder a perfeição de uma idéia para viver uma incerta realidade, sem qualquer garantia.

Você carrega a chave deste castelo, entre se puder.

Junnuz

PS: Bem vindo de volta! Estou feliz!

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